Um novo capítulo se desenrola no intrigante caso do desaparecimento da família Aguiar, em Cachoeirinha, Região Metropolitana do Rio Grande do Sul. Um homem, que está foragido do sistema prisional, é o principal suspeito de invadir e furtar o Mercado Aguiar, pertencente à família desaparecida desde janeiro deste ano.
Detalhes do Crime
O arrombamento ocorreu na manhã de sexta-feira, dia 24, quando a Polícia Militar foi acionada após uma denúncia. Chegando ao local, os policiais notaram danos no telhado do estabelecimento. No entanto, não puderam entrar para verificar os itens faltantes, já que as chaves do mercado estão em posse do Poder Judiciário.
Investigação e Descobertas
A denúncia indicava que o suspeito teria levado os produtos furtados para uma casa nas proximidades. Ao chegar à residência, os policiais foram recebidos por duas mulheres, que permitiram a entrada dos oficiais. Lá, foram encontrados vários itens, incluindo bebidas, pacotes de fumo, produtos alimentícios e de limpeza.
Identificação e Procedimentos Policiais
As mulheres, de 32 e 53 anos, afirmaram não ter qualquer relação com o suspeito, apenas uma convivência prolongada por terem sido criadas juntas. O homem, foragido da Justiça, não estava no local durante a abordagem. Apesar das buscas realizadas nas redondezas, ele não foi encontrado. As mulheres foram levadas à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Gravataí para registrar a ocorrência, e os produtos foram apreendidos.
Relembrando o Caso Aguiar
O desaparecimento da família Aguiar começou a ser investigado em janeiro, após Silvana Germann de Aguiar solicitar o contato do Conselho Tutelar no início do mês. Dias depois, ela relatou que seu ex-marido, o policial militar Cristiano Domingues Francisco, não respeitava as restrições alimentares do filho.
Eventos do Desaparecimento
Em 24 de janeiro, Silvana foi vista pela última vez. Uma postagem em suas redes sociais mencionava um acidente em Gramado, desmentido posteriormente pela polícia. Na mesma noite, câmeras de segurança capturaram movimentações suspeitas em sua residência. No dia seguinte, seus pais tentaram registrar o desaparecimento, mas sem sucesso, e também desapareceram após visitarem o ex-genro.
Desdobramentos da Investigação
Os desaparecimentos foram oficialmente registrados nos dias 27 e 28 de janeiro. Durante as investigações, foram feitas buscas, depoimentos colhidos e evidências coletadas, incluindo um projétil na casa dos avós de Silvana e vestígios de sangue na residência dela. Até o momento, a polícia descarta a hipótese de sequestro por não haver pedidos de resgate.
Conclusão
O furto ao mercado da família Aguiar adiciona mais uma camada de mistério ao caso já complexo do desaparecimento. As autoridades continuam as buscas pelo suspeito, enquanto a investigação sobre o paradeiro dos membros da família permanece em andamento, com a esperança de que novas informações possam surgir e esclarecer o destino de Silvana Germann de Aguiar e seus pais.
Fonte: https://g1.globo.com
