A Polícia Federal (PF) iniciou a Operação Castratio com o intuito de investigar um esquema de fraudes em contratos assinados pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento do Rio de Janeiro (Seappa), totalizando R$ 200 milhões.
Mandados de Busca e Apreensão
A operação envolve o cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Esses mandados foram autorizados pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e visam coletar evidências para aprofundar as investigações.
Alvo Principal: Deputado Marcelo Queiroz
O deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) está entre os principais alvos da investigação. Ele atuou como secretário de Agricultura estadual no período em que os crimes teriam ocorrido. Durante a operação, o celular do deputado foi apreendido.
Materiais Apreendidos
Além do dispositivo do deputado, a Polícia Federal confiscou dinheiro vivo, veículos e aparelhos eletrônicos em outros endereços relacionados aos suspeitos. Todo o material será submetido a perícia para buscar evidências adicionais sobre o esquema fraudulento.
Fraudes em Licitações
A investigação da PF foca no direcionamento ilícito de licitações para serviços de castração e esterilização de animais. A empresa Consuvet, beneficiada no esquema, foi criada poucos meses antes de firmar um contrato com a Seappa em julho de 2021.
Irregularidades no Contrato
O contrato com a Consuvet foi firmado mesmo com parecer contrário da assessoria jurídica da Seappa, que apontou a incapacidade da empresa de executar o serviço. A falta de filiais, por exemplo, impossibilitaria a empresa de atender a todo o estado.
Conclusão
A Operação Castratio representa um esforço significativo da Polícia Federal para desmantelar esquemas de corrupção e garantir a transparência em contratos públicos. A continuidade das investigações e a perícia dos materiais apreendidos serão cruciais para elucidar as fraudes e responsabilizar os envolvidos.