A tradicional encenação da Paixão de Cristo no Morro da Capelinha, em Planaltina, Distrito Federal, é descrita pelo coordenador-geral Preto Rezende como uma combinação de realismo, emoção e fé. Este evento, que acontece anualmente, alcançará sua 53ª edição em 2026, atraindo cerca de 100 mil pessoas para a celebração nesta Sexta-feira da Paixão.
A Contribuição dos Voluntários
Com a colaboração de mais de 1,4 mil voluntários, a maioria residente em Planaltina, o evento se transforma em uma grandiosa manifestação de fé. Cada voluntário oferece seu talento e dedicação, contribuindo para o que Rezende considera um 'projeto do coração de Deus'. O realismo das apresentações é tão intenso que toca profundamente o público presente.
Reconhecimento Cultural
Desde 2008, a encenação da Paixão de Cristo em Planaltina é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Distrito Federal. Além disso, há um projeto de lei, proposto pelo senador Izalci Lucas (PL-DF), que busca elevar o evento ao status de manifestação da cultura nacional, destacando sua importância e tradição.
Ritual de Fé e Tradição
As celebrações começam cedo, com muitos fiéis acendendo velas e cumprindo promessas, como subir os 900 metros do morro de joelhos. Às 15h, o Arcebispo de Brasília, Dom Paulo Cezar Costa, conduz a missa da Celebração da Cruz. Em seguida, às 16h, as encenações da Via Sacra têm início, trazendo à vida os últimos momentos de Cristo com grande intensidade e devoção.
Conclusão
A encenação da Paixão de Cristo no Morro da Capelinha é mais do que um espetáculo; é uma profunda demonstração de fé e tradição que une a comunidade de Planaltina e atrai milhares de pessoas de diferentes regiões. Com seu reconhecimento cultural e a dedicação dos voluntários, o evento continua a ser um marco de devoção e história no Distrito Federal.
