O cardiologista Daniel Pereira Kollet, de 55 anos, foi detido preventivamente sob a acusação de crimes sexuais, chocando a comunidade de Taquara e arredores, no Rio Grande do Sul. Conhecido na região, ele praticava medicina há quase três décadas e trabalhava em diversas cidades próximas.
Carreira e Reputação na Comunidade
Com um consultório próprio, Kollet atuava em cidades como Igrejinha, Parobé, Sapiranga e Novo Hamburgo. Ele está registrado no Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) desde 1997. Apesar das acusações, seu advogado, Ademir Campana, defende que ele sempre foi bem-visto e respeitado em sua profissão.
Investigações e Acusações
A Polícia Civil iniciou investigações que incluem depoimentos de 30 potenciais vítimas, entre pacientes e ex-funcionárias. As apurações envolvem alegações de importunação sexual, violação sexual mediante fraude, estupro e estupro de vulnerável. As investigações revelam que Kollet pedia segredo às vítimas após as consultas.
Relatos de Vítimas
Um relato anônimo descreve um caso ocorrido em Porto Alegre, onde uma paciente afirma ter sido assediada durante um exame médico. A vítima, que não quis ser identificada, descreveu um momento de vulnerabilidade e surpresa, o que a impediu de reagir na ocasião.
Prescrição de Medicamentos e Abusos
Uma das pacientes relatou que Kollet a prescreveu medicamentos controlados e solicitou retornos frequentes ao consultório. Ela afirma ter sido dopada e abusada repetidamente. O delegado Valeriano Garcia Neto explica que, devido à condição da paciente, os atos configuram estupro de vulnerável.
Defesa e Respostas das Autoridades
A defesa de Kollet nega todas as acusações, sustentando que ele sempre manteve uma conduta ética e responsável. O Cremers emitiu uma nota afirmando que medidas administrativas estão em andamento e que, se as denúncias forem comprovadas, serão tomadas ações firmes para responsabilizar os culpados.
Conclusão e Desdobramentos
O caso do cardiologista Daniel Kollet levanta preocupações sobre a segurança de pacientes em ambientes médicos. A investigação continua, com a expectativa de que novas vítimas possam se manifestar. As autoridades reforçam a importância de denúncias para a elucidação completa dos fatos.
Fonte: https://g1.globo.com
