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CORONAVÍRUS

Líder de facção criminosa “Manos”, preso no Presídio Central, recebe o direito de cumprir seu regime em prisão domiciliar

Nenê, de 34 anos, está cumprindo pena no Presídio Central de Porto Alegre.

31/03/2020 19h34Atualizado há 2 meses
Por: Redação
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Um dos principais lideres de uma facção criminosa do Rio Grande do Sul, Fabrício Santos da Silva, o Nenê, de 34 anos, vai poder cumprir seu regime em prisão domiciliar por 3 meses. A decisão foi tomada pela Justiça, pois o encarcerado está em grupo de risco de contaminação por conter doença grave. A Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) confirmou a informação nesta segunda-feira (30).

Nenê está atualmente preso no Presídio Central de Porto Alegre. De acordo com a juíza Sonáli da Cruz Zluhan, há cerca de dois anos ele solicitava o direito de cumprir a pena em prisão domiciliar por conta de uma doença neurológica, que provoca dor aguda e desmaios.

— Até então, vínhamos negando o pedido porque o tratamento era feito por medicamentos, o que poderia ser realizado no presídio. Mas nesse contexto da pandemia, pelo risco de contaminação, a situação está diferente. Ele é hipertenso, está no grupo de risco — afirmou a juíza em entrevista.

A decisão determina também, que o apenado instale uma tornozeleira eletrônica dentro da casa prisional. O prazo de permanência na domiciliar poderá ser prolongado ou reduzido, de acordo com o andamento da pandemia.

Ao fim do período, o preso deve retornar para o cumprimento da pena no Presídio Central. Enquanto não é feita a instalação do equipamento de monitoramento, segundo a Susepe, Nenê segue detido. O Ministério Público informou que ainda não foi intimado sobre a decisão, mas quando for, irá recorrer.

O histórico
Nenê é considerado uma das principais lideranças de uma facção criminosa com berço no Vale do Sinos. Em julho de 2017, ele chegou a ser encaminhado para penitenciária federal em Mossoró, no Rio Grande do Norte, durante a Operação Pulso Firme. A megaoperação isolou fora do Estado as principais lideranças de grupos criminosos.

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